aquela senhora que conheci no comboio, olhando pela
janela, disse-me a certa altura que a oliveira é uma árvore
triste. olhei também e estive quase a concordar. agora feli-
cito-me, porque não foi preciso. lembro-me que a senhora
ia vestida de preto. talvez lhe tivesse morrido alguém. às
oliveiras daquele olival que passava lá fora é que eu tenho a
certeza de que não faltava nada: nem sol, nem uma leve brisa,
nem um fruto grado, prometedor. e perguntei para mim, ao
descer do comboio:
- porque maltratamos as oliveiras?
- ruy belo -
- johann johannsson -
(fordlandia - aerial view)